domingo, 5 de abril de 2009

o alvo e a bola

O Seu Joaquim era o português mais ingênuo que conhecíamos – embora fosse o único. Tinha uma barbearia em frente ao campinho da molecada – uma rua de paralelepípedos. E como ninguém tinha medo do seu Joaquim – porque já tinha fama de bobo só porque era português – e, criança tem dessas coisas, vivíamos jogando a bola de propósito no vidro da barbearia. Nunca havia quebrado, só escutávamos o Seu Joaquim gritando “seus moleques duma figa”. Porém, num belo dia, a bola – não sei se estávamos mais fortes nos chutes ou o vidro já estava desgastado pelos outros tantos – quebrou o vidro. Naquele dia ninguém ficou para escutar o que o Seu Joaquim tinha a dizer e até hoje (anos depois) o autor do disparo continua foragido. A pelada ficou interrompida por um bom tempo. Um bom tempo até Seu Joaquim aparecer lá em casa – infelizmente eu era o dono da bola – e, explicando que a bola havia furado na colisão com o vidro e percebendo que não jogávamos mais, pensou “ora pois, se a bola furou, deve ser exatamente por isto que não jogam mais”, então, resolveu dar-nos uma bola novinha. A pelada voltou, aos poucos, ao normal – com um único detalhe, nunca mais acertamos o alvo.

sábado, 4 de abril de 2009

tchau

Escrito na camisa de uma camarada: Adoro a Deus 24 horas por dia. Então tchau!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

vai o dobro aí?

Lugar que vende sanduíches. Uma espécie de self-service que você não se serve. Você escolhe e eles colocam. Depois de escolhido o pão e o recheio principal, vêm as opções. Já na escolha do tamanho do pão começou a luta.

- quer o pão de 30 centímetros por apenas dois reais e quarenta a mais?

- não, quero o tamanho que escolhi mesmo.

- mas por apenas dois reais e quarenta centavos o senhor pode levar um pão bem maior, senhor.

- não, deixa o pão do tamanho mesmo.

- quer dobrar a quantidade de queijo por noventa centavos senhor?

- como assim?

- por apenas noventa centavos o senhor pode dobrar a quantidade de queijo.

- mas vem pouco queijo?

- não senhor, mas por apenas noventa centavos o senhor pode dobrar a quantidade de queijo.

- a quantidade normal é só essas duas meias fatias?

- por apenas noventa centavos o senhor pode dobrar a quantidade de queijo. O senhor deseja fazer dobra a quantidade de queijo senhor?

- não, não, deixa com pouco queijo mesmo.

- o senhor deseja dobrar a quantidade de recheio por apenas dois reais e quarenta centavos senhor?

- mas vem pouco recheio também? Porque vocês não fazem um sanduíche bom que não precise de ficar dobrando tudo por não sei quanto?

- o senhor deseja senhor dobrar a quantidade de recheio senhor por apenas dois reais e quarenta centavos senhor?

- não, não. Faz o sanduíche normal aí.

- qual molho senhor?

- esse aqui, um nome xis lá, que é apimentado.

- o senhor deseja o molho apimentado senhor?

- repito o nome xis do molho, é apimentado? Então é esse.

- o senhor deseja o molho picante senhor?

- o molho que eu estou pedindo é apimentado? Então é.

- então o senhor deseja o molho picante senhor?

- ah, põe qualquer um, só quero o sanduíche...
PS: o da foto é 'dobrado'

quarta-feira, 1 de abril de 2009

coringão

E volto com o coringão em boa fase. Ontem à noite venceu o Ituano pelo Paulistão e está na vice-liderança. Rumo ao primeiro título do ano, e Ronaldo – mesmo pesado – com média de mais de um gol por partida.

a ausência (2)

Aos que estão se perguntando, curiosos e preocupados, por uma explicação pela ausência de dois meses das páginas desse bar, respondo: pelos compromissos adquiridos,tive que fazer escolhas. Ou o bar virtual, ou o bar palpável. Já sabem qual escolhi né?

a ausência

São dois meses de ausência. Acreditava que não faria falta, as pessoas simplesmente deixariam de visitar o buteco, mas nada. Por aqui apenas dois se manifestaram via comentários. Mas meus amigos, foram vários os emails enviados para o atendimento ao cliente. Fiquei perplexo. Sem contar o número de visitas diárias – que dá pra ver por um tal de analytics do Google – que mesmo no período de recesso teve uma média de 58 visitas diárias. Uma surpresa.

Ah, hoje é primeiro de abril...

é mentira?

Exatamente agora marca-se meia-noite. Mas não uma meia-noite qualquer. Por dois motivos. O primeiro, menos importante, é que estão dizendo aí pelos jornais que hoje um vírus terrível vai infectar todos os computadores do mundo - ou pelo menos 10 milhões de computadores em todo o mundo nesse primeiro de abril. A recomendação é não ligar os computadores no dia de hoje. Mas não avisaram se o vírus tem vida de apenas 24 horas e no dia 2 já estaremos todos livres dele. Só mesmo ligando os computadores pra ter certeza.

O outro motivo, muito mais relevante, é que o buteco está de volta. Mas torçam (?) pra que o vírus não me pegue, porque aí, é mais um período de buteco fechado.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fechado para balanço

Se não estiver vendo essa imagem perfeitamente, volte mais tarde.
O buteco pessoal, como quem vem por aqui já percebeu, anda mal das pernas. Isso se deve, acreditem, a falta de tempo. Mas o tempo voltará em meados de março, quando o buteco reabre cheio de álcool e disposição.
Abs. abstêmicos (eca!)
cajibrina

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ah, amor...

- Amor, você já viu o rapaz do 606? Ele quase todo dia traz flores pra esposa. Hoje subi com ele no elevador, e ela já estava esperando ele na porta e deram um beijo superapaixonados... Porque você também não faz isso?

- Ô meu bem, eu mal conheço a vizinha. E ela ainda é casada...

domingo, 16 de novembro de 2008

prato da semana

"Modos de macho e Modinhas de Fêmea - a educação sentimental do homem", é, como está escrito na apresentação, uma bula do homem, escrito pelo jornalista Xico Sá. Lá vai um trecho da quarta capa, que apresenta o livro:
"Dos primeiros desejos - uma bananeira, a terra molhadinha, depois uma cabra, muito depois uma profissional do sexto! - ao toque (vixe!) do exame de próstata. É o que relata o autor nesta narrativa que encerra todo o afeto às moças, benditas moças, além de apresentqar-lhes uma considerável bula dos homens.

"Finalmente a testosterona, modo de usar, explicada às mulheres.

"Xico Sá larga pela noite as suas pilulas, aforismos líricos da sua lavra, floreur no auge de uma vidinha mais ou menos."

algumas pílulas do livro:

"homem que é homem não sabe a diferença entre estria e celulite"

"homem que é homem pode mudar de sexo, mas não muda de time"

"todo homem feio tem direito à mentira amorosa"

"homem que é homem tem que praticar sexo nos reinos mineral, vegetal e animal"

"mulher é metonímia, parte pelo todo, sempre encontramos, naquela que se acha a mais feia das mulheres, um pedaço da anatomia capaz de provocar uma inexplicável razão de viver"